: Danilo Clementoni
: O Regresso As Aventuras De Azakis E Petri
: Tektime
: 9788873046394
: 1
: CHF 2.60
:
: Fantasy
: Portuguese
: 220
: DRM
: PC/MAC/eReader/Tablet
: ePUB
Volume 1/3: 'Estávamos voltando. Tinha passado somente um dos nossos anos solares, desde que fomos obrigados a abandonar depressa o planeta, mas para eles, de anos terrestres, tinha passado 3.600. O que encontraríamos?'
Nibiru, o décimo segundo planeta há uma órbita substancialmente elíptica, retrógrada e muito inclinada em relação ao plano do nosso sistema solar. Por isso, para completar o giro completo em torno ao sol precisa de cerca 3.600 anos. Alguns de seus habitantes, por centenas de milhares de anos, aproveitando da aproximação cíclica do planeta ao nosso, nos fazem visitas sistematicamente, influenciando a cultura, o conhecimento, a tecnologia e até mesmo a evolução da raça humana. Nossos predecessores chamavam eles de várias maneiras, mas talvez o nome que melhor os representa sempre foi 'deuses'. Azakis e Petri, dois simpáticos habitantes desse esquisito planeta, a bordo da astronave Theos, estão voltando à Terra para recuperar um misterioso e precioso objeto deixado escondido na última vez que estiveram aqui. Uma história coinvolgente, espirituosa e cheia de suspense e com uma releitura de acontecimentos históricos que podem abalar.

PUBLISHER: TEKTIME

Nassíria - Restaurante Masgouf


O Coronel Hudson caminhava nervoso, ao longo da diagonal do corredor em frente da sala principal do restaurante. Olhava, praticamente a cada minuto, o relógio tático que sempre mantinha no seu pulso esquerdo e que nunca tirava, mesmo para dormir. Ele estava tão entusiasmado como um adolescente em seu primeiro encontro.

Para matar o tempo, pediu um Martini com gelo e uma fatia de limão ao bartender bigodudo que, embaixo de sobrancelhas grossas, observava com curiosidade, enquanto ociosamente limpava uma série de copos.

O álcool, obviamente, não era permitido nos países islâmicos, mas, para essa noite, tinha feito uma exceção. O pequeno restaurante foi totalmente reservado somente para os dois.

O Coronel, logo após fechar a conversa com a Dra. Hunter, tinha imediatamente entrado em contato com o proprietário do restaurante, especificamente pedindo o prato especialMasgouf, do qual o restaurante tinha pego o nome. Dada a dificuldade em encontrar o ingrediente principal, o esturjão do rio Tigre, queria ter certeza de que o local pudesse servir. Além disso, sabendo que precisa de pelo menos duas horas para prepará-lo, queria que tudo fosse cozinhado sem pressa e com a perfeição absoluta. 

Para a noite, como o uniforme mimético certamente não seria adaptado à situação, decidiu tirar fora o seu terno escuroValentino, combinado com uma gravata de sedaRegimentalcom listras cinzas e brancas. Os sapatos pretos são engraxados como só um militar, sempre italianos. Claro, o relógio tático não tinha nada a ver, mas nunca poderia ficar sem ele. 

"Chegaram." A voz saiu crepitante do receptor, parecido com um telefone celular, que mantinha no bolso interno do terno. Desligou o aparelho e olhou através da porta de vidro.

O grande carro escuro desviou de um saquinho amassado, levado pela ligeira brisa da noite rolava preguiçosamente na rua. Com uma manobra rápida parou em frente da entrada do restaurante. O motorista deixou a poeira abaixar, em seguida, cautelosamente saiu do carro. Do fone de ouvido escondido na sua orelha direita, vieram uma série de 'tudo libero'. Ele olhou atentamente em todas as posições anteriormente predefinidos até estar certo de que tinha identificado todos os seus homens que, em uniforme de combate, cuidariam da segurança dos dois comensais durante todo o jantar. 

A área era segura.

Abriu a porta traseira e, gentilmente estendendo a sua mão direita, ajudou a convidada a descer do automóvel.

Elisa agradeceu o militar pelo gesto gentil, saiu suavemente do carro. Ela olhou para cima e encheu os pulmões do ar limpo da noite clara, se deu um momento para contemplar o magnífico espetáculo que só o céu estrelado do deserto sabia encenar.

O Coronel ficou por um momento indeciso se ir ao seu encontro ou ficar dentro da sala esperando a sua entrada. No final, escolheu sentar na esperança de melhor mascarar a sua agitação. Em seguida, fingindo indiferença, se aproximou do balcão, sentou num banco, descansou o cotovelo esquerdo na madeira escura, balançou um pouco o licor em seu copo e parou para observar a semente do limão se depositar lentamente no fundo.

A porta se abriu com um leve chiado e o motorista mili